quinta-feira, 26 de abril de 2012

21 Conselhos para uma vida saudável

Recebi um email, com uma listagem de 21 conselhos publicados pelas universidades de medicina de Harvard e Cambridge para obter uma vida longa e saudável. Achei as dicas super válidas e bem fáceis de seguir, por isso resolvi compartilhar aqui no Blog!







01- Um copo de suco de laranja  
Diariamente para aumentar o Ferro e repor a vitamina C. 
 
02- Salpicar canela no café  
(mantém baixo o colesterol e estáveis os níveis de açúcar no sangue). 
 
03- Trocar o pãozinho tradicional pelo pão integral  
O pão integral tem 4 vezes mais fibra, 3 vezes mais zinco e quase 2 vezes mais Ferro que tem o pão branco. 
 
04- Mastigar os vegetais por mais tempo.  
Isto aumenta a quantidade de químicos anticancerígenos liberados no corpo. Mastigar libera sinigrina. E quanto menos se cozinham OS vegetais, melhor efeito preventivo têm. 
 
05- Adotar a regra dos 80%:  
Servir-se menos 20% da comida que costuma comer, evita transtornos gastrintestinais, prolonga a vida e reduz o risco de diabetes e ataques de coração. 
 
06- LARANJA o futuro está na laranja,  que reduz em 30% o risco de câncer de pulmão. 
 
07- Fazer refeições coloridas como o arco-íris .    
Comer DIARIAMENTE, uma variedade de vermelho, laranja, amarelo, Verde, roxo e branco em frutas e vegetais, cria uma melhor mistura de antioxidantes, vitaminas e minerais. 
 
08- Comer pizza, macarronada ou qualquer outra coisa com molho de tomate.  
Mas escolha as pizzas de massa fininha.  O Licopeno, um antioxidante dos tomates pode inibir e ainda reverter o crescimento dos tumores; e mais é melhor absorvido pelo corpo quando os tomates estão em molhos para massas ou para pizza . 
 
09- Limpar sua escova de dentes e trocá-la regularmente .  
As escovas podem espalhar gripes e resfriados e outros germes. Assim, é recomendado lavá-las com água quente pelo menos quatro vezes à semana (aproveite o banho no chuveiro), sobretudo após doenças, quando devem ser mantidas separadas de outras escovas. 
 
10- Realizar atividades que estimulem a mente e fortaleçam sua memória...  
Faça alguns testes ou quebra-cabeças, palavras-cruzadas, aprenda um idioma, alguma habilidade nova...  Leia um livro e memorize parágrafos; escreva, estude, aprenda. Sua mente agradece e seus amigos também, pois é interessante conversar com alguém que tem assunto. 
 
11- Usar fio dental e não mastigar chicletes .    
Acreditem ou não, uma pesquisa deu como resultado que as pessoas que mastigam chicletes têm mais possibilidade de sofrer de arteriosclerose, pois tem os vasos sanguíneos mais estreitos, o que pode preceder a um ataque do coração.  Usar fio dental pode acrescentar seis anos a sua idade biológica porque remove as bactérias que atacam aos dentes e o corpo. 
 
12- Rir.    
Uma boa gargalhada é um pequeno exercício físico: 100 a 200 gargalhadas equivalem a 10 minutos de corrida.    
Baixa o estresse e acorda células naturais de defesa os anticorpos. 
 
13- Não descascar com antecipação.   
Os vegetais ou frutas, sempre frescos, devem ser cortados e descascados na hora em que forem consumidos.  Isso aumenta os níveis de nutrientes contra o câncer. Sucos de fruta têm que ser tomados assim que são preparados.  
 
14- Ligar para seus parentes/pais de vez em quando.  

 Um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard concluiu que 91% das pessoas que não mantém um laço afetivo com seus entes queridos, particularmente com a mãe, desenvolvem alta pressão, alcoolismo ou doenças cardíacas em idade temporã . 
 
15- Desfrutar de uma xícara de chá.   
O chá comum contém menos níveis de antioxidantes que o chá Verde, e beber só uma xícara diária desta infusão diminui o risco de doenças coronárias.  Cientistas israelenses também concluíram que beber chá aumenta a sobrevida depois de ataques ao coração. 
 
16- Ter um animal de estimação.  
As pessoas que não têm animais domésticos sofrem mais de estresse e visitam o médico regularmente, dizem os cientistas.  Os mascotes fazem você sentir-se otimista, relaxado e isso baixa a pressão do sangue.    
Os cães são os melhores, mas até um peixinho dourado pode causar um bom resultado.
 
17- Colocar tomate ou verdura frescas no sanduíche.  
Uma porção de tomate por dia baixa o risco de doença coronária em 30%, outras vantagens são conseguidas atráves de verduras frescas. 
 
18- Reorganizar a geladeira .    
As verduras em qualquer lugar de sua geladeira perdem substâncias nutritivas, porque a luz artificial do equipamento destrói os flavonóides que combatem o câncer que todo vegetal tem.  Por isso, é melhor usar á área reservada a ela, aquela caixa bem embaixo ou guardar em uma vasilha escura e bem fechada. 
 
19- Comer como um passarinho.    
A semente de girassol e as sementes de sésamo nas saladas e cereais são nutrientes e antioxidantes.  E comer nozes entre as refeições reduz o risco de diabetes.

20- Uma banana por dia quase dispensa o médico.

A banana previne a anemia, a tensão arterial alta, melhora a capacidade mental, cura ressacas, alivia azia, acalma o sistema nervoso, alivia TPM, reduz risco de infarto, e tantas outras coisas mais, então: é ou não é um remédio natural contra várias doenças?
 
21- e, por último, um mix de pequenas dicas para alongar a vida:   
- Comer chocolate.  
Duas barras por semana estendem um ano a vida. O amargo é fonte de ferro, magnésio e potássio.. 
- Pensar positivamente .    
Pessoas otimistas podem viver até 12 anos mais que os pessimistas,  que, além disso, pegam gripes e resfriados mais facilmente, são menos queridos e mais amargos. 
- Ser sociável. 
Pessoas com fortes laços sociais ou redes de amigos têm vidas mais saudáveis que as pessoas solitárias ou que só têm contato com a família. 
 - Conhecer a si mesmo .    
Os verdadeiros crentes e aqueles que priorizam o 'ser' sobre o 'ter'  têm 35% de probabilidade de viver mais tempo, e de ter qualidade de vida...

Não parece tão sacrificante, não é verdade?  Uma vez incorporados, os conselhos, facilmente tornam-se hábitos.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Entendendo o Estresse

Semana passada no Blog da BrasilSul escrevi sobre o estresse.
Se você acha que esta sofrendo deste mal, que aliás já virou epidemia, veja no link os sintomas e entenda um pouquinho mais!

http://www.brasilsul.net/blog/entendendo-o-estresse/ 

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Emagrecer não é apenas perder peso!


Muitas pessoas comentam que após iniciarem um programa de treinamento na musculação, ao subirem na “temerosa balança” percebem que o peso corporal aumentou e ou manteve-se sem alteração.
Com isso, quem objetivava perder peso leva um susto e corre para reclamar com o professor.

Para evitar essa situação é necessário explicar como acontece este processo e é função do profissional da educação física fazê-lo quando o aluno inicia suas atividades na academia.

O nosso corpo é constituído de ossos, músculos, gordura e tecidos. Ao estimular os músculos por meio de exercícios de musculação, o nosso corpo restaura as fibras musculares desgastadas durante o treinamento, fortalecendo os músculos e deixando-o com o diâmetro aumentado.


Este ganho de massa muscular (aumento no diâmetro do músculo) que é o responsável pelo ganho de peso corporal. A vantagem é que quanto maior for o peso magro (massa muscular), mais acelerado ficará o metabolismo, facilitando a queima de calorias, assim como diminuindo a reserva de gordura corporal.

Mas o que é metabolismo? Metabolismo é o conjunto de transformações que os nutrientes e outras substâncias químicas sofrem no interior do nosso corpo, ou seja, é a taxa com que o corpo queima calorias para se manter vivo. Quem prática musculação tem o metabolismo 12% mais acelerado no pós-treino e até 15 horas depois esta taxa continua 7% mais alta, o que significa que a pessoa adepta a musculação consome mais energia, mesmo quando em repouso.

Portanto, a musculação se torna uma eficiente atividade para o emagrecimento.
Por isso, realize avaliações físicas frequentemente e fique atento ao percentual de gordura corporal, este dado que indicará se você está realmente atingindo o seu objetivo ou não. Então, se você teve ganho de peso corporal, mas diminuiu percentual de gordura, parabéns !!! Você está no caminho certo. No entanto, se aumentou o peso e o percentual de gordura corporal, procure seu professor e peça para que reavalie seu treino.

Lembrando que alimentação e descanso são fatores essenciais para conseguir os resultados esperados, seja para o emagrecimento ou para a hipertrofia.
Esqueça a balança, atente-se ao percentual de gordura !!!!


Texto fornecido por  Leandro Canhête - Personal Trainer

Contato: 21- 82923333




terça-feira, 10 de abril de 2012

Auriculoterapia e Fertilidade

Muitos estudos apontam que a auriculterapia, ou acupuntura auricular como é chamada por alguns, auxilia nos casos de infertilidade, e ainda pode ser uma ferramenta adicional em pacientes que farão Reprodução Assistida.

Uma revisão bibliográfica apresentada no XV Congresso de Reprodução Assistida, em agosto de 2011, realizado pela CLINIFERT e UFPR, relata que a estimulação de certos pontinhos na orelha é capaz de regularizar certos níveis hormonais. Pontos como o do útero quando estimulados, auxiliam no tratamento de desordens deste órgão. Outro ponto muito importante, também utilizado em vários outros protocolos é o Shen Men, pois este estimula um equilíbrio fisiológico, diminuindo o estresse, a ansiedade, depressão, problemas que constuma aumentar muitos nas pacientes que estão tentando engravidar.

Não apenas estes, mas outros pontos também são utilizados, tanto com sementes, micro-esferas metálicas, agulhas ou eletroestimuladores.

Eu citaria ainda, que nos casos em que ainda não se esta pensando em Reprodução Assistida, que não apenas a mulher, mas seu parceiro também deveria aderir a técnica, afim de regular tanto seus hormônios, mas principalmente regular os níveis de estresse e ansiedade.

No estudo citado, é comprovado que a acupuntura auricular apresenta efeitos sobre o Sistema Neurovegetativo, vias humorais e Sistema Nervoso Central.



quarta-feira, 4 de abril de 2012

Chocolate na Páscoa pode?

Quando você pensa em Páscoa, uma das primeiras coisas que se lembra é de CHOCOLATE.

O chocolate auxilia no raciocínio, melhora o humor, combate o estresse, ansiedade, hipertensão e depressão, além de ser afrodisíaco. Mas para quem esta de dieta, pode ser um grande vilão, devido à quantidade de gordura e açúcar presente neste alimento.

Atualmente no mercado existem diversos tipos de chocolate, entre eles:
Chocolate ao leite: na sua forma pura (sem nozes, castanhas, outros) possui menos gordura hidrogenada e maior quantidade de cacau na composição, portanto, é menos calórico.

 Chocolate amargo (ou com maior quantidade de cacau): Os chocolates amargos possuem boa quantidade de cacau. Além deste já existem no mercado chocolates compostos por quantidades diferenciadas de cacau, como 70%,60% de cacau em sua composição. Quanto maior a quantidade de cacau, menor a de outros ingredientes que mascaram o seu sabor.

Na semente do cacau, existe uma substância antioxidante, chamada flavonóide, que age como protetor cardiovascular. Os flavonóides reduzem a oxidação do LDL (colesterol ruim). Porém, os benefícios dependem da quantidade de flavonóides presente no chocolate, e quantidades realmente significativas da substância só são encontradas no chocolate amargo, com mais de 70% de cacau.

Chocolate diet: Como não tem açúcar na composição, o teor de gordura do "diet" precisa ser maior, para garantir a mesma consistência. Em alguns casos, ele chega a ser mais calórico que o chocolate comum, por isso é indicado apenas para diabéticos, não para pessoas com restrição calórica.


O ideal é dar preferência aos chocolates com maior quantidade de cacau, como o amargo, que possuem mais benefícios e menor adição de gordura e açúcar. Além disso, o recomendado é consumir no máximo 30g de chocolate ao dia, o equivalente a um tablete pequeno ou a um bombom.


Este texto foi elaborado pela nutricionista Gabriela Vuelma.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Testei e Aprovei: TRESemmé

Há cerca de 3 meses atrás vi em uma revista feminina o anúncio entusiasmado de uma das editoras de que havia chegado ao Brasil a linha de shampoos e condicionadores TRESemmé. Eu confesso que antes disso nunca tinha ouvido falar destes produtos a não ser em uma viagem que fiz que vi de relance o produto a venda, mas por não conhecer não dei a menor bola.

Fiquei depois de ler o que ela escreveu extremamente curiosa, ainda mais que dizia que a linha era profissional e BARATA.

De fato, é bem baratinho, o que faz desconfiar ainda mais do produto (sim, sou preconceituosa rs). Mas, ainda bem que não desisti da idéia. ADOREI o produto! Realmente notei o resultado na primeira lavagem, onde meu cabelo ficou extremamente mais macio ( melhor do que depois de algumas hidratações que fiz).

Até o momento ele também não alterou a cor dos meus cabelos que tem mechas descoloridas, está mantendo bem platinadas, como eu gosto.

A única falha é que não achei na embalagem a questão do pH, que para cabelos com química é extremamente importante, mas acabei confiando na questão do "Used by Professionals".

Eu usei a linha Reconstrução e Força, devido aos meus fios bem frágeis, não sei se o restante da linha é tão bom, mas acredito que seja. E vale lembrar o cheirinho é bem agradável também!

http://www.tresemme.com.br/Produtos/

ABIOMAC - carta aos biomédicos

A ABIOMAC – Associação Biomédica de Acupuntura, comunica:


O setor jurídico do CFBM e a a Comissão de Acupuntura do CRBM-1 informam que:


Não existe nenhum impedimento legal para o Biomédico Acupunturista exercer essa atividade.

Lamentamos a divulgação da imprensa, que noticiou a situação como se esse fato já fosse algo fundamentado para todos os profissionais acupunturistas. Solicitamos aos colegas que raciocinem em relação a um fato simples: desde 1995 todas as áreas da Saúde, que possuem uma Resolução para Acupuntura ganharam as ações impetradas pelo CFM – Conselho Federal de Medicina. E que é no mínimo significativo o fato, de que em 20 anos de atuação do biomédico acupunturista e demais profissionais regulamentados, e se houvessem riscos para a população não haveria tanto desenvolvimento e amadurecimento na prática e ensino da Acupuntura. Hoje contamos com profissionais que realizam mestrados,e doutorados envolvendo a Acupuntura.

Solicitamos aos colegas que continuem procedendo seus trabalhos normalmente, que primem pela valorização de todas as conquistas já realizadas, que firmem cada vez mais o trabalho que estão realizando. O Departamento Jurídico do CFBM – Conselho Federal de Biomedicina, órgão que responde pela atuação do Biomédico, está atento acompanhando a situação.

Continuem trabalhando dignamente promovendo o equilíbrio energético das pessoas. E aos colegas fisioterapeutas, psicólogos e farmacêuticos, sabemos que contam com setor jurídico hábil e já se mobilizaram para a devida defesa das ações ainda em 2ª. instância .


Dra. Eneida Mara Gonçalves

Presidência da ABIOMAC - Associação Biomédica de Acupuntura

domingo, 1 de abril de 2012

Mais esclarecimentos: Jornal Pioneiro

Decisão do TRF de que só médicos podem fazer acupuntura provoca reação de profissionais de outras áreas Conselhos que representam possíveis excluídos do mercado prometem recorrer.

http://pioneiro.clicrbs.com.br/rs/noticia/2012/03/decisao-do-trf-de-que-so-medicos-podem-fazer-acupuntura-provoca-reacao-de-profissionais-de-outras-areas-3712992.html

De um lado do ringue, os médicos. Do outro, enfermeiros, psicólogos, farmacêuticos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. A luta vale o direito de exercer a acupuntura. No round mais recente, os médicos levaram a melhor. Decisão de terça-feira do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região determinou que só eles, e mais ninguém, podem praticá-la.

A decisão passa a valer a partir da publicação do acordão, prevista para a segunda-feira. Se for confirmada, colocará milhares de profissionais de outras áreas da saúde, muitos deles atuando pelo SUS, fora da lei. Entre psicólogos e enfermeiros há 5,5 mil acupunturistas no país. Só os fisioterapeutas somam outros 15,3 mil. Os conselhos que representam os possíveis excluídos do mercado prometem recorrer da decisão judicial.

O embate começou há uma década, quando o Conselho Federal de Medicina (CFM) pediu à Justiça a anulação de resoluções que autorizavam enfermeiros, psicólogos, fonoaudiólogos, farmacêuticos e fisioterapeutas a praticar acupuntura.

Nesta semana, acolhendo recurso do CFM e do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura, o relator do caso, o juiz federal Carlos Eduardo Castro Martins, entendeu que os conselhos dessas profissões não poderiam alargar seu campo de trabalho por meio de resoluções.

— Esclarece o magistrado que a prática milenar da acupuntura pressupõe a realização de prévio diagnóstico e a inserção de agulhas em determinados pontos do corpo humano, a depender do mal diagnosticado — informou nota do tribunal.

A decisão revoltou os representantes das áreas prejudicadas, que acusam os médicos de agir para assegurar o monopólio do mercado. Eles prometem reagir com recursos, que poderiam ser apresentados no próprio TRF, no Superior Tribunal de Justiça ou no Supremo Tribunal Federal. Alegam que já obtiveram vitórias em outras instâncias da Justiça.

– O que os médicos estão fazendo é inconcebível. Até pouco tempo atrás, o CFM considerava a acupuntura como charlatanismo e bruxaria. Agora, diz que é científico e quer criar uma reserva de mercado. Daqui a pouco, vão exigir a presença de um médico do lado do enfermeiro que faz um curativo. A saúde não pertence a ninguém – argumenta José Luís Miranda Maldonado, assessor técnico do Conselho Federal de Farmácia.

Especialização exige curso de 1,2 mil horas

O presidente do Conselho Federal de Enfermagem, Manoel Carlos Neri da Silva, diz que a atitude dos médicos não está preocupada com a qualidade do atendimento. Segundo ele, qualquer pessoa com curso superior que faça a especialização em acupuntura, curso com 1,2 mil horas de duração, estará apta a atuar na área.


– Em nenhum país a acupuntura é privativa dos médicos. Ela não surgiu da medicina ocidental, mas da medicina tradicional chinesa, que tem outras características.

Representante de uma área com 4 mil acupunturistas, Clara Goldman, vice-presidente do Conselho Federal de Psicologia, diz que a decisão contraria a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS, que reconhece a acupuntura como prática multiprofissional.

– A decisão do tribunal contraria a própria Política Nacional de Saúde. Temos profissionais de diferentes áreas atuando em acupuntura, pelo SUS, na atenção básica e nos núcleos de apoio à saúde da família. Isso é uma conquista da sociedade brasileira. Os médicos estão defendendo interesses corporativos. A nossa defesa é do SUS – afirma Clara.

Esclarecimentos

No link abaixo é possível ver outro esclarecimento sobre a divulgação MENTIROSA realizada pelo CFM, publicada pelo CEATA.

http://www.acupuntura.org.br/site/index.php?option=com_content&view=frontpage&Itemid=1

E abaixo segue o esclarecimento publicado pelo Dr. Luis Carlos Fornazieri, que na minha opnião é um dos profissionais mais renomados na área no país, autor de livros os quais servem como base para profissionais de todas as áreas.

"Queridos alunos, ex alunos, colegas professores e estudantes em geral segue abaixo as palavras do nosso colega especialista em Acupuntura e Advogado Dr Nelson Rosemann Oliveira.

Eis a nota oficial do TRF1 esclarecendo a sua decisão.

Como já havia previsto o acordão não proibe ninguem de praticar a acupuntura, apenas faz cair temporariamente as Resoluções profissionais que davam a qualidade de especialista aos profissionais da saúde de nivel superior. Assim em conformidade com o Artigo 5, inciso XIII da Constituição Federal a prática da acupuntura é livre a todos, pois não há Lei que a regulamente.De outro lado: Pau que bate em Chico, também deve bater em Francisco, ou seja se todos os demais profissionais nao podem alargar seu campo de trabalho por meio de resoluções, também não pode o CFM declarar que a acupuntura é ato médico, ou especialidade médica por via de resolução. Assim enquanto não se tem Lei Federal que proíba a pratica da acupuntura aos que tenham específica formação para tanto, ela é livre para que todos a pratiquem, em conformidade com nossa Constituição."
 
 
 
Ainda em outro comunicado por: Tou Kwang Wu.


ESCLARECIMENTOS SOBRE AS MENTIRAS ESPALHADAS PELOS JORNAIS E TV

1) É apenas um julgamento no TRF 1ª Região das açõe movidas pelo CFM em 2001e 2002 contra as resoluções do COFFITO, CFF e CFP autorizando seus profissionais a utilizar a Acupuntura. Cabem recursos a STJ e se for considerado matéria de cunho Constitucional, a STF.

Isto significa: a) a decisão se refere apenas a resoluções dos Conselhos de fisioterapeutas, farmacêuticos e psicólogos, portanto, tais profissionais não estão proibidos de aplicar acupuntura, apenas não têm respaldo oficial de seus Conselhos; b) os outros profissionais (fono, educador físico, odontólogo, biomédico, acupunturista, técnico de acupuntura) nada têm a ver com tal sentença judicial; c) os Conselhos ainda vão entrar com recursos, portanto, tal sentença não tem aplicação imediata; d) considerando que o julgamento do mérito das ações do CFM demoraram 10 anos, o recurso a STJ pode levar outros 10 anos, e se for ao STF, mais 10 anos...

2) O ensino e a prática da Acupuntura continuam tudo igual. A única instituição competente para regulamentar atividade profissional é o Congresso Nacional (o Poder Judiciário não tem tal atribuição). Por outro lado, direitos adquiridos continuam preservados (Constituição Federal do Brasil, em seu artigo 22, inciso XVI, 2ª parte, atribui à União o ônus de regulamentar o exercício de profissões; e no caso de não haver regulamentação dá o direito de qualquer cidadão exercer a profissão livremente - artigo 5º, inciso XII).

3) Tal julgamento nada tem a ver com os projetos de lei sobre regulamentação da Acupuntura, tramitando no Senado e na Câmara, nem tem relação com o PL do Ato Médico em tramitação no Senado (obstruído por ferir cultos religiosos).

4) Como a Justiça Federal é muito lenta, só agora é que fez o julgamento de ações iniciadas há 10 anos, muitos fatos novos não foram levados em consideração (Proc. nº 2003.72.00.003442-0 da 6ª. Vara Federal de SC de 2004, Portaria MS 971/06, Portaria NR 07-DGP do Exército em 2009, TRF 2ª. Região contra SMBA em 2010, Patrimônio Imaterial da Humanidade em 2010 etc.) Os advogados dos Conselhos vão incluir tais documentos nos recursos.

5) E segundo a sentença atual do TRF 1ª, a acupuntura trata doença e o diagnóstico e o tratamento de doença, que é atividade exclusiva afetada à medicina. Entretanto, a própria medicina não foi regulamentada, ninguém sabe definir o que é medicina. Por isso que os médicos estão desesperadamente empurrando o PL do Ato Médico. Tal fato pode ser incluído pelos advogados nas defesas.

6) Portanto, as notícias nos portais, TV e jornais foram de caráter sensacionalista, são mentiras plantadas por médicos acupunturistas para fazer seu marketing de Acupuntura Médica.

7) Todos precisam ajudar neste momento de crise. Procurem esclarecer seus familiares, amigos, vizinhos e clientes sobre as mentiras e mandar emails para todos os veículos de comunicação solicitando direito de resposta.

Amanhã já vão começar a surgir esclarecimentos nos jornais e na TV, alguns iniciados por Paulo Varanda do CEATA, representante do CFF.

Esclarecimentos: Carta de Claudia Rodrigues

Por recurso do Conselho Federal de Medicina o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, decidiu pela proibição da prática da acupuntura por quaisquer profissionais da saúde que não tenham formação em faculdades de medicina. A decisão da última terça-feira está valendo a partir da publicação oficial, ainda que as demais categorias recorram. Acupuntura no Brasil agora é ato médico. Exclusivo.




A política médica que ganha hoje no país a exclusividade para a prática da acupuntura já desqualificou a técnica nos mesmos tribunais. No final dos anos 1960 a categoria posicionou-se contra a prática da acupuntura, considerando-a charlatanismo.



Acupunturistas foram presos acusados de curandeirismo, estavam totalmente desprotegidos pela legislação.



No início dos anos 1970 o Conselho Federal de Medicina rejeitou oficialmente a acupuntura e a reflexologia como atividades médicas. O Conselho de Medicina de São Paulo censurou publicamente o médico Evaldo Martins Leite por praticar acupuntura, Naquela época, ainda que em outros países a acupuntura estivesse sendo reconhecida e procurada como uma nova ferramenta de trabalho por vários profissionais, entre eles os médicos, no Brasil era uma vergonha ser médico e defender a acupuntura.



Os resultados práticos dos efeitos da terapia oriental eram inegáveis e vários países foram envolvidos em estudos para testar sua eficácia sob os paradigmas da pesquisa ocidental. Em 1977 o Brasil chegou a reconhecer a acupuntura como ocupação profissional. A Organização Mundial de Saúde, na mesma época, além de reconhecer, recomendava a prática. Os usuários surgiam, os profissionais acupuntores, vindos das mais variadas áreas de saúde, se multiplicavam.



Médicos brasileiros, contrariando o CFM, começaram a fazer a formação com o alemão naturalizado brasileiro Friedrich Jahann Spaeth na antiga sede da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1979. Spaeth, que era fisioterapeuta, massoterapeuta e acupunturista formado na Alemanha, fundou no Brasil, em 1958, a primeira instituição voltada para a prática da acupuntura, a Sociedade Brasileira de Acupuntura e Medicina Oriental.



Antes dele, a acupuntura já existia nas comunidades chinesas desde 1812 e nas japonesas desde 1895. Os imigrantes orientais usavam-na entre eles, mas nunca se organizaram para difundi-la.



Em 1961 desembarcou no Brasil Wu Tou Kwang, médico cirurgião vascular, que também passou a formar acupuntores, sempre defendendo a atividade como democrática, multidisciplinar, barata e eficaz. Na mesma década vieram os coreanos trazendo uma acupuntura diferente da japonesa e da chinesa. Enquanto isso, nos Estados Unidos, o psicólogo Reuben B. Arnber, aluno de acupuntura de Wu Wei Ping, iniciava uma jornada política pela regulamentação da acupuntura.



Mesmo sem apoio do Conselho Federal de Medicina, mais médicos passaram a frequentar cursos de acupuntura. A terapia oriental funcionava, eles podiam atestar, fervilhavam as pesquisas com revelações surpreendentes sobre o uso e a eficácia da técnica das agulhas. Politicamente era um problema a acupuntura ser lecionada por não-médicos, a autoridade principal do assunto não ter formação médica. Em 1980, pelo fato de não ser médico, Frederich Spaeth foi destituído da presidência da Associação Brasileira de Acupuntura pelos seus ex-alunos médicos. No raciocínio político, os médicos precisavam assumir a técnica, agora que ela era respeitada pela ciência. Banir os papas da acupuntura no país significava desvincular da ideia inicial, produzida pelos próprios conselhos de medicina, de que era charlatanismo. Perversão pouca é bobagem. E o judiciário ali, de testemunha na corrida do ouro.



Na bela Recife de 1981, no I Congresso Brasileiro de Acupuntura, a manifestação de repúdio aos profissionais tradicionais de acupuntura por parte de médicos corporativistas tomou forma oficial e em 1984, em outro congresso da categoria, em Brasília, os médicos separaram-se oficialmente dos demais acupuntores para fundar a SMBA- Sociedade Médica Brasileira de Acupuntura.



Quatro anos depois o médico-deputado paulista Antonio Salim Curiati deu entrada ao projeto PL852/88 a favor da prática multidisciplinar da acupuntura. No mesmo ano a CIPLAN, comissão interministerial de Planejamento, após se reunir exclusivamente com representantes da SMBA, baixou resolução normatizando o emprego da acupuntura nos serviços públicos médicos assistenciais, restringindo a prática apenas para médicos.



Em 1991, uma resolução em assembléia da OMS recomendou a intensificação de cooperação entre as medicinas tradicionais e a científica moderna, com medidas reguladoras dos métodos de acupuntura. O PLC Nº383/1991 para regulamentação da acupuntura foi aprovado, inclusive por todos os conselhos de medicina.



Não durou muito o aparente sossego. Em 1993 a Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária publicou um relatório com recomendação de que a acupuntura fosse monopolizada pela classe médica. O seminário, que resultou na recomendação, foi composto por 12 médicos da SMBA, 2 médicos a favor dos acupunturistas de outras formações e um profissional não-médico.



Os médicos Wu Tou Kwang e Evaldo Martins Leite recorreram ao senador Valmir Campelo convencendo-o a mudar de opinião e democratizar a regulamentação para todos os profissionais da área saúde. Um abaixo-assinado contra o monopólio médico da acupuntura, com 45.000 nomes, sendo 300 de assinaturas de médicos, foi enviado ao Senado.



Em 1997, uma nova manobra com emendas em plenário dos senadores médicos Lucídio Portela e José Alves tentou restaurar o monopólio da acupuntura para os médicos. Depois de muitos imbróglios, foi derrotada e a acupuntura se fortaleceu como profissão da área de saúde, respeitando suas origens não-médicas, podendo ser praticada por assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, biólogos, profissionais da educação física, biomédicos, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, médicos, médicos veterinários, nutricionistas, psicólogos e odontólogos.



Entre os anos 1980 e o final dos anos 1990, segundo dados publicados no Journal of the American Medicine Association, as chamadas “terapias alternativas” cresceram de 7% para 47% e a previsão era de que continuassem em elevação. No judiciário brasileiro somavam-se processos contra o exercício ilegal da medicina por acupunturistas não-médicos. O acesso ao livre exercício da profissão por outras categorias da área da saúde enfrentava atos arbitrários sucessivos do Conselho Federal de Medicina.



As organizações pró-acupuntura multidisciplinar foram crescendo e se fortalecendo política e praticamente, já com base em evidências científicas, o que é raro nas terapias alternativas. Ainda em 1998, cientistas na Universidade da Califórnia comprovaram por meio de ressonância magnética que os pontos da acupuntura estavam mesmo ligados a importantes órgãos internos e funções do corpo. Era ciência, uma ciência caindo nas mãos de seus próprios criadores e eles faziam com ela o que bem quisessem, até formavam profissionais não-médicos! Foi um momento desesperador para os médicos corporativistas.



Em 1999, ano de muito crescimento em pesquisas, fundações de instituições e popularidade da acupuntura, cresceram os debates. Nesse ano estimou-se que 5.000 médicos e 20.000 profissionais de outras áreas da saúde faziam uso da acupuntura.



Em 2000, nova broma. Um grupo de médicos brasileiros enviou relatório ao Senado afirmando que na China, berço da acupuntura, ela era lecionada exclusivamente em escolas médicas. Não deu certo: num lance digno de profissionais éticos, o diplomata Affonso Celso de Ouro Preto, embaixador do Brasil na China, enviou carta ao Senado afirmando que, na China, “a acupuntura é uma atividade socialmente independente da medicina alopática ocidental”, sendo regulada pela Secretaria Nacional de Administração da Medicina Chinesa, sem qualquer ligação com a medicina alopata clássica.



Em 2000, após o arquivamento da tentativa de monopólio da acupuntura pela classe médica no Senado, a Sociedade Médica Brasileira de Acupuntura lançou a campanha com a pergunta – “Meu acupunturista é médico, e o seu?” — que induzia o eventual usuário a duvidar da capacidade dos acupunturistas vindos de outras áreas da medicina.



E assim, nesse ritmo, continuou nos últimos 12 anos. A briga contra o exercício da acupuntura por outros profissionais da saúde é a mesma velha briga da medicina por mercado, por vaidade, por poder, por medo de perder o poder, como fica claro nessa breve e resumida história sobre a batalha particular entre médicos corporativistas e todos os outros profissionais de saúde que foram surgindo ao logo da história por consequência natural, e podemos afirmar, por ciência, derrubando crenças médicas.



A guerra de hoje é a mesma que atravessa séculos contra o exercício pleno e legítimo do trabalho das parteiras, das enfermeiras. A mesma que levanta piadas contra o trabalho dos psicólogos, dos terapeutas, a mesma luta covarde contra os direitos dos profissionais da fisioterapia, dos optometristas. É a mesma, é o de sempre, é mais do mesmo. Não surpreenderia tanto se esses profissionais da medicina não fossem tão bem formados, tão bem treinados em incontáveis horas de estudo e treinamento técnico. Fica difícil compreender como profissionais de alto gabarito podem usar de estratégias e manobras políticas tão baixas, idênticas às que utilizavam na Idade Média.



O espírito competitivo, predador e excludente dos representantes oficiais dos médicos no Brasil ainda levará a categoria inteira para o fundo do poço, o mesmo velho poço que tem servido para sepultar todos aqueles que ao longo da história da medicina foram acusados de charlatões.



Cláudia Rodrigues é jornalista.